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Secretaria da Saúde promove “Janeiro Roxo” campanha de combate a hanseníase

09/01/2019

A Campanha de Combate a Hanseníase “Janeiro Roxo” promovida pela Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a Pasta, a campanha visa alertar e informar os ararenses sobre a doença, as ações serão desenvolvidas pelas equipes das ESFs (Estratégia Saúde da Família), das UBSs (Unidade Básica de Saúde) e do próprio ambulatório de hanseníase, ações preventivas.

Para criar identidade à campanha, as Unidades de Saúde estarão adotando a cor roxa – enfeites com bexigas roxas, colocação de cartazes e panfletos sobre o tema -; funcionários também “vestirão a camisa”, com laços roxos nos uniformes.

“A campanha também será desenvolvida em igrejas católicas e evangélicas do município. Alguns prédios públicos estão iluminados com a cor da iniciativa”, comentou o secretário de Saúde, Romildo Benedito  Borelli.

O dermatologista da rede municipal de Saúde, Rafael Crippa, alerta a população ararense sobre a importância do diagnóstico precoce para eficácia do tratamento da doença.

          De acordo com o médico, dependendo do grau de evolução da patologia, os tratamentos podem durar de 6 meses a 1 ano. “Essa campanha visa justamente conscientizar as pessoas o mais rápido possível a procurar o diagnóstico da doença, pois, a hanseníase pode evoluir de maneira diferente nos indivíduos. Em alguns casos, há uma maior resistência à doença e em outros não. Nos pacientes com menos resistência, a patologia é mais intensa, mais severa, com aparecimento de caroços. No entanto, a pessoa considerada mais resistente tem manchas mais brandas, porém, apresentam mais alterações sensitivas e mais problemas nos nervos, que com a evolução da doença pode causar perda de sensibilidade permanente, ocasionando sequelas graves. Por esses motivos, quanto mais cedo à procura de tratamento, menos sequelas o paciente terá. Os pacientes de hanseníase são divididos em duas frentes, os que possuem poucos bacilos, no qual o tratamento é realizado em até 6 meses. Já nos com muitos bacilos, há um período maior, até 1 ano”, explicou Crippa.

         O médico reforça que uma vez iniciado o tratamento de hanseníase, a transmissão da doença é suspensa. “O tratamento é todo feito pela rede pública. É uma doença de notificação compulsória, onde há uma vigilância em relação aos casos. No Brasil, anualmente, são em torno de 30 mil casos de hanseníase, perdemos somente para Índia. A transmissão é um pouco complexa, ocorre por gotículas das vias respiratórias, de pessoa para pessoas com contato muito permanente e próximo; geralmente entre familiares. Por isso, pessoas próximas a pacientes infectados precisam ser examinados, porque possuem mais propensão a ter a doença. Contatos esporádicos como apertos de mãos ou abraços não transmitem hanseníase”, reforçou.

         Em Araras, segundo o profissional da área da saúde, há de 8 a 12 novos casos por ano. “Nós somos um município de referência para algumas cidades da região, como por exemplo, Conchal, de onde recebemos pacientes para acompanhamento. Por atender outras cidades, nós realizamos outras campanhas de combate ao longo dos anos e não somente esta em relação prevenção. Em outubro, há também uma ação estadual onde também participamos, totalizando pelo menos três campanhas durante o ano”, finalizou o dermatologista.