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Um novo olhar para o Outubro Rosa

03/10/2019

O primeiro Outubro Rosa ocorreu em 1986 e foi criado por uma organização-não-governamental americana, a Fundação Susan G. Komen for the Cure.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no País (excluídos os tumores de pele não melanoma). Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres.

O câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer nas mulheres brasileiras.

Observa-se um aumento de casos de câncer de mama entre mulheres mais jovens nos últimos anos, no Brasil e no mundo. Em mulheres com menos de 35 anos, a incidência hoje está entre 4% e 5% dos casos, faixa etária em que historicamente apenas 2% eram observados. Aspectos associados aos fatores de risco, que têm relação com o estilo de vida, estão mais presentes: menor número de filhos, gestação tardia, alimentação inadequada e correria do dia a dia podem influenciar no aparecimento precoce de tumores de mama.

A própria Fundação Susan G. Komen for the Cure surgiu a partir da experiência da fundadora (Nancy Brinker). Sua irmã (Susan G. Komen) teve um câncer de mama aos 33 anos. A vivência da pouca atenção e de ambientes de baixo acolhimento às mulheres com a doença – além dos limitados recursos de pesquisa – motivaram a criação de uma organização que lutasse por melhor qualidade e atendimento para eficácia nos tratamentos.

O Outubro Rosa é hoje um movimento internacional. A conscientização provê informações sobre detecção precoce (através da mamografia e do reconhecimento de alterações nas mamas como nódulos) e fatores de risco (como obesidade, terapia de reposição hormonal, ingestão de álcool e sedentarismo, além da genética).

O diagnóstico precoce possibilita que as chances de cura sejam muito maiores. Por isso, é preciso que as mulheres conheçam o seu corpo e suas mamas, estejam atentas a qualquer alteração que possa indicar uma anormalidade e procurem um médico imediatamente quando tiverem uma suspeita. Além disso, deve-se realizar os exames de mamografia periodicamente.

A conscientização, o diagnóstico precoce e melhores tratamentos devem andar juntos. Um novo olhar vem ocorrendo por meio de várias intervenções que identificam como planejar o cuidado integral da portadora. Um planejamento de tratamento que alinhe as vivências e singularidades da mulher e os objetivos e demandas da terapia conduzem, com sucesso, à confiança mútua.

Criar empatia com a paciente, entender o momento de vida em que Ela está, suas necessidades e desejos faz parte do tratamento que oferecemos na Oncologia Vera Cruz, onde acreditamos no cuidado integral das pacientes.

Sobre a autora:

Susana Ramalho é especialista em oncologia clínica pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Oncologia. É mestre em Oncologia Mamária e doutora em Oncologia Ginecológica pelo CAISM/Unicamp. Susana também é preceptora dos residentes de oncologia clínica do CAISM/Unicamp e integra a equipe de oncologia do Hospital Vera Cruz de Campinas.