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A MAIOR PARTE DAS PESSOAS SE IMPORTA COM OS OUTROS

As pessoas estão se tornando descrentes umas das outras, ninguém consegue ver sensibilidade e cuidado no olhar do outro, apenas raiva, maldade e desprezo, mas posso dizer que as pessoas ainda se importam umas com as outras, pois a maior parte delas, são boas.

Muita gente vai achar que estou dizendo algo que não é verdadeiro, e respondo da seguinte forma, vemos nos outros o que faríamos, julgamos as atitudes do outro de acordo com as nossas e isso nos impede de olhar de forma diferente do que acreditamos estar certo.

           No decorrer de nosso desenvolvimento aprendemos que temos que tomar cuidado com tudo e com todos, o que gera certo desconforto, pois dificilmente conseguimos confiar em alguém, parece que todos só se interessam em saber da vida alheia por curiosidade.

           Por muito tempo pensei assim, mas quando comecei a desenvolver eventos voluntários, percebi que era hora de mudar esse olhar.

           No último sábado (16) de setembro, conseguimos juntar um grupo de aproximadamente cem pessoas preocupadas em trabalhar prevenção de suicídio, pessoas que ao invés de estarem com sua família, em casa, passaram a tarde do sábado discutindo meios de diminuir estatísticas de casos de suicídio que são assustadoras. Detalhe... não é a primeira vez que isso acontece, ano passado não foi diferente.

           Foram discutidas três temáticas: Suicídio na Adolescência; Suicídio em crianças e idosos e a relação entre Transtornos de Personalidade e Suicídio e em todas elas as pessoas se mostraram preocupadas e dispostas, a juntas pensarem em possibilidades de trabalhos a serem realizados com a população.

           No público, pessoas de todas as idades, desde jovens estudantes até casais com seus filhos e idosos. Um momento para ser guardado, pois um grupo tão grande de pessoas engajadas em uma causa que diz respeito ao próximo me faz crer que as pessoas são boas e se importam com as outras, mesmo que “essas outras” não sejam conhecidos e nem parentes.

           Nessa tarde de sábado fica em mim e creio eu, que em todos os que participaram a esperança de que podemos sim contar uns com os outros.

           Que sejamos sempre o tipo de pessoa que gostaríamos de conhecer.

“Não podemos fazer tudo por todos, mas sempre podemos fazer algo por alguém”

Elaine Reis: Psicóloga Clínica Especialista em Psicologia Org. e do Trab. - Atualmente voluntária em eventos de prevenção ao suicidio